O Governo Português
concedeu Sesmarias* à Portugueses para
incentivar o desenvolvimento do Brasil, assim
receberam terras em 06 de outubro de 1796, o Capitão Mor Inácio
Ferreira de Sá e em 20
de outubro de 1798, o Capitão
Mor da Vila de São Carlos Floriano Camargo
Penteado.
O Capitão Mor Inácio
teve um filho chamado Joaquim Ferreira
Penteado, que tornou-se comendador
e recebeu o título de “Barão
de Itatiba”.
O Capitão Mor Floriano,
que era tio-avô de Joaquim, teve uma filha
chamada Francisca de Paula Camargo,
conhecida como Dona Francisca.
O Barão de Itatiba casou-se
com sua prima Dona Francisca, em 15 de maio
de 1830, unindo assim parte das sesmarias e
fundando a Fazenda Duas Pontes.
O décimo terceiro filho
do casal, Sr. Inácio de Ferreira
Camargo Andrade casou-se com Dona
Brandina Emilia Leite Penteado e foi o herdeiro da Fazenda Duas Pontes. Porém,
em uma das viagens para a Europa, o Sr. Inácio
contraiu uma doença e faleceu ainda jovem.
O casal não teve filhos e D. Brandina,
ainda moça, ficou viúva e muito
rica.
D. Brandina casou-se com Artur
Furtado Albuquerque Cavalcanti, que possuia a título de “Desembargador
Furtado”. Passando o mesmo
a ser o novo proprietário da Fazenda.
Artur Furtado procurou beneficiar a Fazenda
com melhoramentos e muitas obras suntuosas,
ainda hoje existentes, tais como a Roda D’Água,
a Serraria e o Moinho de Fubá. Ele fazia
questão de colocar as iniciais de seu
nome “AF” em suas obras, inclusive
nos tijolos. Feito este que ainda hoje podemos
observar. Para tantas obras, Artur Furtado gastou
desordenadamente, contraindo enormes dívidas
e acabou sendo executado por credores.
A Fazenda foi levada à
leilão e arrematada pelo Coronel
Cristiano Osório de Oliveira por aproximadamente 600 contos de réis.
Admirável administrador, transformou
a Fazenda numa das principais propriedades agrícolas
de Campinas, com magníficas lavouras,
criações de animais de raça
e belas instalações . Chegou a
produzir cerca de 100.000 sacas de café
por ano, escoando a produção pela
estação de trem de nome Tanquinho
e pela Estação de Carlos Gomes,
pertencentes à Companhia Mogiana de Estradas
de Ferro, cujos trilhos correm até hoje
nas proximidades do Hotel.
Com a morte do Coronel, a Fazenda ficou para
seus herdeiros, que decidiram dividir as terras
e vender a área de aproximadamente dez
alqueires onde se localiza a Casa Grande.
A Fazenda ficou abandonada
por dez anos.