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Em 1928, para facilitar o escoamento da produção
, foram realizados trabalhos de retificação
da estrada de ferro, construindo uma nova estação
(ainda existente) em frente à Fazenda,
denominada Artur Furtado. Esta linha ferroviária
mantinha trens até Brasília ainda
em meados de 1970. Hoje é estação
de parada da Maria Fumaça, passeio turístico
mantido nos dias de hoje pela Associação
Brasileira de Preservação da Ferrovia
(ABPF).
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Remanescentes dos tempos do Barão de
Itatiba e do Sr. Artur Furtado, os seguintes
locais históricos podem ser observados
e visitados :
• As Ruínas da Senzala;
• A Casa Grande, com suas paredes de 80cm
de largura, cômodos com a pintura original
restaurada, capela e escultura de Cristo datada
de 1806, entre outras atrações;
• A Roda D’Água;
• A Casa de Máquinas, hoje transformada
em museu;
• O Jardim de Entrada, com palmeiras imperiais;
• Parte do calçamento das antigas
estrebarias
• As Ruínas da Serraria e do Moinho
de Fubá;
• O Caramanchão (Namoradeira) do
Jardim;
• Folhas dos Livros de Contabilidade,
que são conservados até hoje;
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Segundo consta, a região da Fazenda Duas
Pontes já recebia escravos vindos do
Rio de Janeiro desde meados de 1747, ou seja,
antes da fundação de Campinas.
Os escravos eram divididos em duas categorias:
Os Escravos de Dentro e Os Escravos de Fora.
Os Escravos de Dentro serviam dentro da Casa
Grande, dizem que chegou à quantidade
de 70 escravos para servir exclusivamente ao
Barão e à sua família.
Eram escolhidos os escravos e as escravas com
melhor aparência e alguns sabiam até
ler e escrever um pouco. Esta exigência
na escolha dos escravos de dentro era necessária,
pois o Barão recebia muitas visitas ilustres.
Os escravos de fora trabalhavam na lida, colheita,
plantio e outros trabalhos braçais, eles
não podiam ter contato com os Escravos
de Dentro, pois o Barão acreditava que
eles eram mais propícios à doenças
e poderiam contaminar os Escravos de Dentro.
Para a aquisição de escravos,
o Barão era informado de que estava chegando
um Navio Negreiro no porto de Santos, ele ia
até lá ou enviava alguém
de sua confiança para comprar escravos.
Se quisesse escravos para trabalhar na lavoura,
teria que ter canela fina e corpo não
avantajado, se o escravo fosse para reprodução
teria que ter o corpo muito bem definido; era
observado os dentes, que deveria estar perfeito,
pois acreditavam que bons dentes significava
boa saúde.