Poucos irão discordar: o mundo mudou e muito.
Fatores verificados nas últimas décadas, como a entrada, pra valer, da mulher no mercado de trabalho e o avanço das tecnologias de comunicação e informação, dentre os quais se destaca o advento da internet, estão transformando, consideravelmente, o comportamento e o ritmo de vida das famílias.
Já foi o tempo em que o marido saia para o trabalho e a mulher ficava em casa, cuidando dos filhos. Para se ter uma idéia, de 1976 a 2002, verificou-se no Brasil, um importante crescimento de trabalhadoras.
Neste período, enquanto as taxas de atividade masculina mantiveram-se em patamares semelhantes, entre 73 e 76%, as das mulheres se ampliaram significativamente. Em 1976, apenas 28 em 100 mulheres trabalhavam. Em 2002, o número cresceu para 50 trabalhadoras em 100 mulheres.
A força da mulher no mercado de trabalho verifica-se também por meio da sua participação na População Economicamente Ativa. Enquanto em 1976, a parcela de mulheres na População Economicamente Ativa era de 29%, em 2002 ela atingiu 43%.
Fora de casa e mais horas por dia longe dos filhos, a mulher integrada ao mercado de trabalho se viu, de uma década para cá, obrigada a adequar, assim como o seu marido, o seu modo de vida ao comportamento da sociedade moderna.
O desenvolvimento acelerado das novas tecnologias de comunicação, somado os outros fatores como o aumento da concorrência no mercado de trabalho, força os cidadãos a se comprometerem mais com as atividades profissionais, o que, além de mais horas de trabalho, implica em tempo dedicado a reciclagem educacional.
As pessoas estão cada vez mais apressadas; os trânsitos, cada vez mais intensos. Até mesmo o horário nobre da TV foi alterado das 20 horas para as 21h00, como estratégia para atingir o telespectador que chega tarde do trabalho.
O ser humano está sem tempo para relaxar, está sem tempo para zelar de si mesmo, para usufruir das suas amizades, está sem tempo para o lazer e para a família.
No entanto, o que para muitos se configura como um caos está longe de ser um caso perdido. A essência do ser humano valoriza a relação familiar, os momentos de alegria ao lado de pessoas amadas e a saúde, não só do corpo, mas da mente.
Muitos estudiosos acreditam que logo haverá a revolução do bem-estar, em que as pessoas passarão a exigir veementemente melhores qualidades de vida. E para que isso aconteça, basta que você não deixe, sob hipótese alguma, apagar as chamas do abraço, do sorriso, da diversão, da tranqüilidade e da paz. |