A vida agitada das grandes
cidades evidencia uma triste situação: os
indivíduos, pouco a pouco, estão perdendo
o contato com a natureza. Pisar na terra, correr na grama,
respirar ar puro, sentir o cheiro de mato passaram a ser
consideradas “sensações em extinção”.
Tal situação agrava-se
quando percebemos que, numa época em que consciência
ecológica é encarada como um atributo vital
para a espécie humana, as crianças estão
sendo educadas longe natureza.
Diante desde cenário preocupante,
muitos educadores saíram em busca de alternativas
que possibilitassem o estreitamento do relacionamento
dos educandos com as riquezas naturais. Dentre as opções
encontradas, o Estudo do Meio, consagra-se como um recurso
financeiramente viável e de alto potencial pedagógico.
O Estudo do Meio, investigação
de algo no próprio ambiente onde ele ocorreu ou
está ocorrendo, é uma atividade pedagógica
extremamente atraente para os estudantes. Os pedagogos
acreditam que uma aula ao lado de uma cachoeira, na margem
de um rio ou no meio da mata é capaz de estimular
significativamente o interesse do aluno pela pesquisa
e pela observação, favorecendo o aprendizado.
Um dos grandes atrativos de uma atividade
de Estudo do Meio em uma ambiente natural são
as surpresas que a natureza gentilmente prepara. Imagine
a seguinte situação:
Um grupo de professor e alunos realiza
uma atividade de Estudo do Meio em uma área de
preservação ambiental, na qual o assunto
discutido é a composição do solo.
De repente, no meio da aula, uma surpresa: da terra fofa
surge uma minhoca. “Como ela saltita”!
Diante da visita inesperada o professor
abre um sorriso e um parêntese para uma explicação
a parte: “Olhem só que interessante: vocês
sabiam que a minhoca se alimenta de terra e matéria
orgânica, numa quantidade equivalente ao seu próprio
peso? Depois disso, ela digere e expele cerca de 60%
do que comeu sob a forma de excrementos que chamamos
de húmus. Desta forma, este pequeno ser recicla
restos de comida e outras substâncias orgânica,
produzindo um adubo orgânico muito rico em flora
bacteriana –são cerca de 2000 milhares de
bactérias vivas e ativas, por cada grama de húmus
produzido. A minhoca devolve à terra cinco vezes
e meia mais azoto, duas vezes mais cálcio, duas
vezes e meia mais magnésio, sete vezes mais fósforo
e onze vezes mais potássio do que contém
o solo do qual se alimenta. Quem ganha com isso? Os vegetais
que se alimentam dos nutrientes da terra, a água
dos lençóis freáticos que torna-se
mais pura e, consequentemente, o ser humano ganha mais
qualidade de vida |